LiderançaMasterMindA cultura de aprendizagem e seu impacto nas empresas - MasterMind Campinas

17/01/20210

A cultura de aprendizagem e seu impacto nas empresas

 

A transformação digital causou uma verdadeira revolução na última década: o acesso às novas tecnologias mudou não só as interações sociais, mas também as relações de trabalho, possibilitando novos modelos de negócios, e uma demanda por novas competências e profissionais mais qualificados.

As mudanças seguem em ritmo acelerado, e a pandemia apenas intensificou a urgência em se adaptar. Trouxe um cenário imprevisível, nunca antes imaginado, onde é preciso se reinventar rapidamente, sem tempo para um plano de ação elaborado. E as empresas que ainda não se adaptaram, terão poucas chances de sobrevivência.

Uma lição ganhamos ao longo desse período: para se manter fortalecido no mercado, investir na cultura de aprendizagem nunca foi tão necessário. Afinal, um dos maiores ativos de uma empresa são as pessoas, e só os profissionais bem preparados podem entregar melhores resultados – fazendo a diferença em tempos tão desafiadores.

Mas afinal, o que a cultura de aprendizagem traz de bom aos colaboradores e às organizações? Seleciono aqui alguns pontos que podemos refletir.

  1. O aprendizado deve ser contínuo: é preciso estimular o pensamento crítico, inovador. O mundo está mudando numa velocidade assustadora; quem não acompanhar, ficará obsoleto no mercado de trabalho.
  2. A aprendizagem precisa ser estratégica: o mercado já vem sinalizando as competências do futuro, tais como criatividade, gestão de pessoas, negociação, resolução de problemas complexos, entre outras. Busque os treinamentos certos para desenvolver essas habilidades. Há programas que apenas estimulam e motivam; um bom treinamento é aquele que transforma, gera um forte impacto e induz a mudanças profundas.
  3. Ainda que a empresa estimule o aprendizado contínuo, o motor dessa busca deve ser um forte desejo individual: Suas habilidades estão compatíveis com o que o mercado busca? Com suas competências atuais, você se sente relevante futuramente para sua organização?
  4. Transforme o que aprendeu em ações práticas: na tomada de decisões, nas atividades de rotina. Faça testes, implemente novas metodologias, desenvolva ferramentas de melhoria, tanto para a saúde financeira da empresa como para o bem-estar dos colaboradores.
  5. É preciso compartilhar o conhecimento: valorizar o potencial intelectual dos colaboradores é também incentivar a troca de informações entre equipes, a ajuda mútua. Crie oportunidades para repassar esses conteúdos de valor: promova workshops internos, reuniões de interação, etc. É uma forma de assumir a responsabilidade pessoal pelo aprendizado.
  6. feedbacks: é importante que todos saibam no que devem melhorar e se capacitar. Ainda que seja uma função da liderança, nada impede que os colaboradores busquem um retorno sobre seu trabalho para compreender quais habilidades precisam fortalecer.

 

Por fim, há inúmeras organizações investindo na cultura de aprendizagem de forma estratégica, com o objetivo de reter talentos, ter colaboradores mais motivados e produtivos, ficando à frente de seus competidores. Poderia citar dezenas, mas vale comentar alguns exemplos interessantes:

– Uma das referências mais conhecidas, a Your Learning, da IBM, é uma plataforma inteligente de educação corporativa, que personaliza o conhecimento, pois é capaz de selecionar os melhores conteúdos de acordo com a área e função do colaborador. Com inúmeros temas disponíveis, é possível encontrar conteúdos em vídeos, filmes, textos e até treinamentos com emissão de certificados.

– O Google é outra empresa que tem no seu DNA uma forte cultura de aprendizagem. Entre tantas iniciativas, o G2G (Googler-to-Googler) é uma rede interna de aprendizado, onde os colaboradores se voluntariam a ensinar uns aos outros, fazer networking e trocar conhecimento. Entre os treinamentos, os de liderança, técnicas de vendas e negociação são os mais procurados.

– Por falta de mão de obra qualificada, a Amazon decidiu criar um programa para qualificar cerca de 100 mil funcionários nos próximos cinco anos, a um custo total de US$ 700 milhões. Chamado de Amazon Upskilling 2025, os treinamentos são voluntários e voltados primeiramente aos colaboradores da empresa nos Estados Unidos, para que desenvolvam suas carreiras dentro da área de TI.

– Já a Pixar aposta no entretenimento aliado à educação corporativa. Por meio da Pixar University, oferece aulas gratuitas dos mais diversos temas, como desenho, animação, atuação e pintura.

Até parece diversão, não é mesmo? Mas não se engane. Não existe um modelo único de aprendizagem, mas formas criativas de investir na capacidade intelectual das pessoas. Aprender é um processo, requer disciplina, determinação, tempo para colocar o conhecimento em prática e colher o feedback das ações.

E você, o que tem feito para se tornar uma pessoa atualizada e compatível com as novas exigências de um mercado em constante transformação? Conta pra gente, comente aqui e compartilhe!

 

Links de referência:

https://hbrbr.com.br/a-cultura-de-aprendizagem-na-agenda-do-ceo/

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/07/15/internas_economia,770893/treinamento-proprio-amazon-investe-em-mao-de-obra-qualificada.shtml

Eduardo Mendes é sócio do grupo Master Mind Brasil, especialista em Gestão Estratégica e Liderança pela University of California, San Diego – School of International Relations and Pacific Studies.